O HPV é a abreviatura de Human Papillomavirus ou Vírus do Papiloma Humano. Foi descoberto pelo prémio Nobel da medicina de 2008, a alemão Harald zur Hausenn.
Este Vírus é transmitido por contacto sexual e pode afectar qualquer ser humano independentemente do sexo, idade, etnia ou localização geográfica. Pertence à família dos Papovírus tendo sido encontrados mais de 120 tipos.
Existem dois tipos de estirpe: as de alto risco e as de baixo risco. As de alto risco provocam lesões que são capazes de induzir o desenvolvimento de cancro. As de baixo risco estão associadas a condilomas genitais e verrugas que aparecem nos pés e nas mãos.
Apesar de ser muito frequente, em 90% dos casos, o Papiloma vírus é eliminado naturalmente. Porém, pode ficar alojado nas membranas das mucosas podendo a curto, a médio ou a longo prazo causar uma doença clínica.
Este vírus já foi encontrado nos olhos, na boca, nos pés, nas mãos, na cabeça, no pescoço, nas zonas genitais…
Doenças causadas pelo HPV
As verrugas são pequenos tumores benignos causados por qualquer dos 60 tipos de HPV, na larga maioria dos casos não são células pré cancerosas.
Os condilomas genitais ou verrugas genitais são uma doença sexualmente transmissível, acontecem na mucosa genital podendo ser encontradas no ânus, na vulva, no períneo, no pénis. Estes condilomas causam um enorme desconforto e a sua remoção pode ser dolorosa dependendo do sítio onde se encontram. O número de diagnósticos tem aumentado cada vez mais.
O HPV está associado a outros cancros como cancro do pénis, da vulva, da vagina, do ânus. O cancro da vulva e da vagina são muito raros e acontecem por causa da alteração das células nesta zona. As lesões da vulva e da vagina pré cancerosas (que não evoluem necessariamente para cancro) e os cancros detectados anualmente na Europa têm sido relacionados sempre com este vírus.
A papilomatose respiratória recorrente ou PRR, apesar de rara, tem-se revelado preocupante. As mulheres infectadas por certos tipos de HPV, ao dar à luz podem transmitir aos bebés o vírus. Alguns anos mais tarde, as crianças podem desenvolver tumores não cancerosos na garganta que vão crescendo provocando dificuldades respiratórias. Os métodos de tratamento são bastante intrusivos através de sucessivas e difíceis cirurgias para se retirarem os tumores.
A relação entre o HPV e o cancro do colo do útero
40% das mulheres com casos diagnosticados do cancro do colo do útero têm idades entre os 35-54 anos. Muitas delas durante a adolescência estiveram expostas ao HPV. Quando o organismo não elimina o HPV este provoca a alteração das células no epitélio do colo do útero e pode desenvolver-se o cancro do colo do útero, se estas células não forem diagnosticadas prematuramente. O cancro pode levar anos a desenvolver-se ou pode-o fazer rapidamente.
Geralmente uma infecção por HPV não leva ao desenvolvimento de cancro. No entanto, 99% das mulheres que têm cancro do colo do útero estão infectadas por estirpes de HPV de alto risco.