sábado, 28 de maio de 2011

Uma História por Contar


Aqui está a nossa pequena curta-metragem baseada em factos reais.
Esperemos qe gostem e apreciem-na. 


Grupo B

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sexualidade

 Como é transmitido?
Por relação sexual vaginal, anal e oral. O vírus pode desenvolver lesões no pénis, na vulva, no ânus e na pele, em torno dessas áreas.
O contacto com pele infectada pode bastar para a transmissão do vírus.
É possível que a mãe transmita o vírus ao recém-nascido no momento do parto.
O uso do preservativo é importante, porém não oferece 100% de protecção.
 Isto, porque o toque numa lesão que não esteja protegida pode transmitir o vírus, por exemplo, na pele em torno da vulva, do ânus ou dos testículos.

Problemas Físicos
As consequências físicas para uma mulher que tenha tido cancro do colo do útero resultam dos efeitos secundários da quimioterapia ou da radioterapia. A radiação emitida para o abdómen ou pélvis pode causar ardor na vagina e a não produção do muco vaginal, que que proporciona relações sexuais muito mais facilitadas. A mulher terá dores quando quiser ter relações sexuais contudo, basta falar com o seu médico que encontrará soluções eficazes.

 Problemas psicológicos
Pensa-se sempre que acontece só aos outros e este pensamento faz com que não estejamos preparadas se um dia podermos vir a ter cancro do colo do útero.
Muitas das vezes, o cancro pode causar outras como por exemplo, a depressão pois a pessoa vê a sua vida a mudar por completo
A mulher pensa que é também incapaz de satisfazer os desejos sexuais do parceiro. Possui uma baixa auto-estima.


Factores de risco

1.            Infecção por vírus do papiloma humano;
2.            Actividade sexual precoce;
3.            Tabaco;
4.            Não realizar o exame papanicolau regularmente;
5.            Sistema imunitário enfraquecido.


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Prevenção

 Prevenção primária

Consiste na vacinação contra o HPV, que normalmente deverá ser tomado aos treze anos, contudo existem repescagens e neste ano são as raparigas com 16 anos. A vacina contra o HPV tem como objectivo a prevenção de infecções por este mesmo vírus e a diminuição a longo prazo da incidência do cancro do colo do útero.
Deve-se tomar esta vacina antes de se iniciar as relações sexuais pois como já foi mencionado anteriormente esta vacina protege nos contra infecções e se for administrada antes de iniciarmos as relações sexuais proporciona uma protecção maior protecção.
A vacinação contra o HPV reduz o risco de cancro do colo do útero, mas não o elimina. Mesmo que tenha sido vacinada, é importante continuar a efectuar o rastreio do colo do útero regularmente.
 Prevenção secundária.

O rastreio pelo teste de papanicolau é essencial para a detecção das células anormais que possam aparecer nas mulheres infectadas pelo HPV.
Se estas células anormais forem encontradas na sua fase inicial pode-se remover antes que evoluam para cancro. Uma vez desenvolvido para cancro, o tratamento torna-se muito mais difícil e menos bem-sucedido.
As alterações encontradas às vezes quando efectua-se o exame poderão regredir e desaparecer naturalmente.
Deve-se iniciar o rastreio aos 21 anos ou na altura em que se inicia as relações sexuais. Este deve ser efectuado anualmente.
Não se deve ter medo de fazer um rastreio pois é indolor, simples e muitas das vezes poderá salvar a vida.


Tratamento

Quando é detectado cancro do calo do útero, a escolha do tratamento depende principalmente da dimensão do tumor e da sua possível expansão. As mulheres com este problema podem ser tratadas através de cirurgia, radioterapia, quimioterapia, radioterapia com quimioterapia ou uma combinação dos três métodos. Numa fase inicial, a mulher pode ser sujeita a tratamentos mais simples como a conização (extracção com um bisturi ou faca laser, de uma porção de tecido do colo do útero, com forma de cone), criocirurgia (processo de congelação que destrói as células anómalas do colo uterino) e electrocirurgia (remoção das células anómalas do epitélio do colo uterino, usando uma corrente eléctrica).Ou, pode ainda ser submetida a uma histerectomia total, onde é retirado o colo do útero e o útero.

Outras formas de tratamento são:
Radioterapia, que utiliza raios de alta energia para matar as células cancerígenas, afectando apenas as células da região tratada, e que se divide em dois tipos:
          Radiação externa – utiliza-se um aparelho de grandes dimensões que dirige a radiação para a área do tumor;
           Radiação interna (radioterapia intracavitária) – implantes (constituídos por tubos finos), contendo uma substância radioactiva, são colocados na vagina durante algumas horas ou dias.

Quimioterapia, que utiliza fármacos anti-neoplásicos para destruir as células cancerígenas, administrados geralmente por via intravenosa.

 Efeitos secundários

Dado que, muitas vezes, o tratamento causa danos nos tecidos e células saudáveis, é comum o aparecimento de efeitos secundários indesejáveis, que dependem do tipo e extensão do tratamento.

Na cirurgia:
- Desconforto;
- Cãibras ou outras dores;
- Hemorragias;
- Cansaço ou fraqueza;
- Náuseas e vómitos.

Na radioterapia:
- Náuseas e vómitos;
- Diarreia ou problemas urinários;
- Queda dos pêlos da zona genital;
- Surgimento de pele avermelhada, seca e sensível na zona tratada;
- Cansaço.

Na quimioterapia:
- Cansaço e fraqueza;
- Maior susceptibilidade a infecções e hemorragias;
- Queda de cabelo;
- Falta de apetite;
- Náuseas e vómitos;
- Feridas na boca e nos lábios;
- Erupções cutâneas;
- Inchaço das pernas e dos pés.


Testes e Estadiamento

O cancro de colo do útero pode apresentar alguns estádios ou fases que indicam a evolução da doença:
Estádio 0: o cancro é detectado na camada celular superior que reveste o colo do útero;
Estádio I: o cancro invadiu o colo do útero abaixo da camada superior das células;
Estádio II: o cancro expandiu-se para os tecidos adjacentes;
Estádio III: o cancro atingiu a parte inferior da vagina;
Estádio IV: o cancro expandiu-se para a bexiga, recto ou outras regiões;
Cancro recorrente: significa que o cancro foi tratado, mas pode reaparecer no colo do útero ou noutras regiões do organismo.

Para identificar a extensão da doença e delinear um plano de tratamento, o médico pode solicitar alguns exames:
Raio-X torácico: permite detectar se o cancro se expandiu para os pulmões;
TAC: permite detectar tumor no fígado pulmões ou outro órgão;
RM: permite mostrar para onde se disseminou o cancro;
Ecografia: permite também mostrar para onde se disseminou o cancro.

Papiloma Vírus Humano

O HPV é a abreviatura de Human Papillomavirus ou Vírus do Papiloma Humano. Foi descoberto pelo prémio Nobel da medicina de 2008, a alemão Harald zur Hausenn.
 Este Vírus é transmitido por contacto sexual e pode afectar qualquer ser humano independentemente do sexo, idade, etnia ou localização geográfica. Pertence à família dos Papovírus tendo sido encontrados mais de 120 tipos.
Existem dois tipos de estirpe: as de alto risco e as de baixo risco. As de alto risco provocam lesões que são capazes de induzir o desenvolvimento de cancro. As de baixo risco estão associadas a condilomas genitais e verrugas que aparecem nos pés e nas mãos.
Apesar de ser muito frequente, em 90% dos casos, o Papiloma vírus é eliminado naturalmente. Porém, pode ficar alojado nas membranas das mucosas podendo a curto, a médio ou a longo prazo causar uma doença clínica.
Este vírus já foi encontrado nos olhos, na boca, nos pés, nas mãos, na cabeça, no pescoço, nas zonas genitais…

Doenças causadas pelo HPV

As verrugas são pequenos tumores benignos causados por qualquer dos 60 tipos de HPV, na larga maioria dos casos não são células pré cancerosas.
Os condilomas genitais ou verrugas genitais são uma doença sexualmente transmissível, acontecem na mucosa genital podendo ser encontradas no ânus, na vulva, no períneo, no pénis. Estes condilomas causam um enorme desconforto e a sua remoção pode ser dolorosa dependendo do sítio onde se encontram. O número de diagnósticos tem aumentado cada vez mais.
O HPV está associado a outros cancros como cancro do pénis, da vulva, da vagina, do ânus. O cancro da vulva e da vagina são muito raros e acontecem por causa da alteração das células nesta zona. As lesões da vulva e da vagina pré cancerosas (que não evoluem necessariamente para cancro) e os cancros detectados anualmente na Europa têm sido relacionados sempre com este vírus.
A papilomatose respiratória recorrente ou PRR, apesar de rara, tem-se revelado preocupante. As mulheres infectadas por certos tipos de HPV, ao dar à luz podem transmitir aos bebés o vírus. Alguns anos mais tarde, as crianças podem desenvolver tumores não cancerosos na garganta que vão crescendo provocando dificuldades respiratórias. Os métodos de tratamento são bastante intrusivos através de sucessivas e difíceis cirurgias para se retirarem os tumores.

A relação entre o HPV e o cancro do colo do útero

40% das mulheres com casos diagnosticados do cancro do colo do útero têm idades entre os 35-54 anos. Muitas delas durante a adolescência estiveram expostas ao HPV. Quando o organismo não elimina o HPV este provoca a alteração das células no epitélio do colo do útero e pode desenvolver-se o cancro do colo do útero, se estas células não forem diagnosticadas prematuramente. O cancro pode levar anos a desenvolver-se ou pode-o fazer rapidamente.
Geralmente uma infecção por HPV não leva ao desenvolvimento de cancro. No entanto, 99% das mulheres que têm cancro do colo do útero estão infectadas por estirpes de HPV de alto risco.